sábado, 27 de junho de 2009

Tem mil jeitos.

Não é um post sobre o Kama Sutra - nem sei escrever isso- mas não é não.
Em primeiro lugar, quero desabafar. Falta-me tempo de vir aqui, tempo de dormir, tempo de ler, tempo de postar, tempo de estudar /OI
Porque o tempo que falta de dormir eu durmo na aula, ai precisa estudar, e oi. Parei.

Vamos falar dos mil jeitos. Sim, existe mil jeitos de enxergar a realidade. Só não dá pra dizer qual é o certo.
"Abre o olho" é o que dizemos quando queremos que alguém encare a verdade nua e crua; Como se bastasse levantar as cortinas chamadas pálpebras e deixar a luz penetrar em nossas pupilas para enxergarmos a realidade. Mas o que é, ó céus! A tal da realidade? Parece uma pergunta meio muito hippie, mas não é.
Olhos são como câmeras, ferramentas que foram evoluindo ao longo de milhões de anos de acordo com as nossas necessidades. Um boi vê o mundo preto e branco. Nós vemos o mundo colorido. Vemos como ele realmente é? Não. Existem câmeras que captam radiações que nossos olhos nunca alcançam.
Ou seja, entre você e a sua janela há "milhares" de imagens que sua limitada ferramenta óptica nao atinge. Mesmo as cores variam dependendo de olho de cada animal.
Não se pode dizer que o vermelho que você é mais real que o vermelho da lagartixa.
O vermelho, em última instância não existe, pois a imagem muda de acordo com a câmera e não existe a câmera certa ou a errada :D

Tá muito complicado? Calma que piora, além de não enxergamos a realidade, nós só conhecemos o mundo na escala em que encontramos . Somos incapazes de ver o muito maior, ou o muito menor.
É mais ou menos como se tivéssemos nascido dentro de um recheio de Sonho de Valsa. Nossos cientistas olhariam para todos os lados e diriam: não há dúvidas, todo o universo é composto por massa de amendoim. Somente com telescópios mais potentes, descobririam que para fora há a camada de biscoito, depois a de chocolate, então o papel-alumínio e assim por diante.
Também só depois de criarem microscópios eletrônicos se dariam conta de que a massa de amendoim é feita de ingredientes, os ingredientes de moléculas, e as moléculas de átomos, e os átomos de prótons, e os prótons de nêutrons, elétrons e assim até sabe-se lá onde, para baixo e avante!

Agora vamos aplicar a teoria do Sonho de Valsa ao nosso mundo: olhe para a sua mão. Está vendo os milhares de ácaros comendo suas células mortas? Não [ainda bem!], pois bem, mossos olhos são incapazes de ver qualquer coisa muito menor que um fio de cabelo, ou seja, sua mão pode ser esse pedaço de corpo com cinco dedos ou um gigantesco pasto onde ácaros passeiam como minibúfalos, comendo e fazendo côco.
Depende, como eu já disse, da escala. Qual é a escala real?
Pergunte ao ácaro e a resposta dele certamente vai ser diferente da sua.

Se o que acreditamos ser certo e o verdadeiro não o é nem mesmo no mundo físico, imagin se formos falar de nossas crenças e opiniões.
Quando você tiver muita certeza de alguma coisa, tente se lembrar, de que estamos todos, de difetentes maneiras, presos em nossas próprias massas de amendoim. A tal da realidade é muito maior, é muito menor ou talvez nãos seja nada. Estou disposta a aceitar a confusão a partir daqui.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ataque Aéreo

Estou realmente sem nada interessante pra postar e não quero decepcionar você, que me lê - NÃO É MEU QUERIDO JEAN? UAHEU
Aliás a moça que estejam procurando alguém para o dia 12, o Jean é o cavalheiro perfeito.
E ele promete que some no dia 14 UAHuahuHUAHE
Ele é forte, musculoso, astuto, sagaz e sapeca. Pronto, uma ótima propaganda, e ele ainda acompanha de brinde um perfume Egeo Kiss me. :D

Agora vamos ao ataque aéreo - pro Daniel I. [não sei escrever seu sobrenome PERDÃÃO!] /só uma piadinha besta pq seu blog sempre tem coisas de avião .-.
Mas continuando..
A Natureza é realmente muito linda. Do outro lado da janela. Quando ela decide transpor essa cômoda e trágica fronteira, na forma de uma cigarra desgovernada, a beleza simplismente desaparece, dando lugar ao pânico. Só acha que eu estou exagerando que nunca viveu a experiência.

Imagine uma mosca varejeira, daquelas verdes. Agora imagine esse bicho nojento, do tamanho de uma pilha gigante. Pra finalizar, imagine você à toa, banho tomado, ouvindo música na sala - um friozinho gostoso do inferno tomando conta da noite - quando eis que não mais que de repente , uma dessas varejeiras-pilhas-grande-totalmente-desgovernada invade o cenário bucólico como uma van sem freio a atropelar pedestres na calçada. Pois é, foi exatamente o que me aconteceu faz algumas horas e me trouxe a essa óbvia conclusão: a natureza é linda - do outro lado da janela.

Por conta dessa invasão de nosso espaço aéreo e respiratório por parte da cretina da cigarra, a próxima conversa entre os colheguinhãs do msn foi inevitavelmente sobre os bichos intrusos e o medo que temos dele. O grupo logo dividiu-se entre os que detestavam ratos acima de tudo e os que tinham pânico mesmo era de barata. Eu sem dúvida, estou no segundo time. Parto da lógica de que eu e o rato, que somos mamíferos, podemos nos entender - ou não - já com um inseto qualquer, o acordo é inviável. Veja só: um rato, que surja na sala jamais fará como a cigarra ou a barata, vindo como um louco de encontro à nossa testa.
Ele tem dois olhos, duas orelhas, intestino grosso, delgado, dedinhos e até uma testa, enfim, ele é quase primo - evolutivamente falando.
Sabemos de antemão que, ao encontrá-lo, essa proximidade genética criará um acordo tácito: ele é rato, eu sou humano, assim que nos virmos, correremos um pra cada lado, esperaremos nunca mais nos ver um abraço e lembrança aos seus.

Minha aversão a insetos voadores não identificados vem de longe. Uma vez cheguei na casa do meu pai, de madrugada, acendi a luz e uma enorme mariposa veio na minha direção. Passei alguns minutos tentando capturá-la com um saco plástico, mas ela driblava a arapuca e acertava minha cabeça e meus cabelos - para o meu desespero.
Não sei por que fui ter a idéia absurda de fazer um lança chamas com um desodorante aerosol. Acendi um isqueiro, mandei o jato e toquei fogo na pobre mariposa. Ela saiu pela janela em chamas, como uma estrela cadente na noite de Niterói.
Não faria isso denovo, por pena da mariposa ou medo de mandar a casa do meu pai pelos ares, caso o desodorante explodisse - mas que foi bonito, sinto ser cruel, mas foi.

Deve ser isso, estou fichada nos arquivos policias dos insetos. Meu nome está incluído na lista negra dos besouros, mariposas, cigarras e afins. Uma espécie de karma entre as espécies. Tá certo, tá certo, é vingança, eu devia ter pensado nisso antes de incendiar a pobre intrusa. Vou contratar um seguranã - nnnnnn
Talvez câmeras de segurança me ajudem.. e exagerei .-.

Beijos :*

domingo, 24 de maio de 2009

Sobre velhinhas poéticas e soluços.

Ou vice versa.
De vez em quando sinto um negócio estranho.Por falta de um nome melhor, acabei batizando de 'soluço poético'. Posso estar na rua, no banho ou na Festa do Tomate de Seropédica -não importa aonde - quando, involuntariamente, cai em minha cabeça um balde d'água de assombro com a vida. Se pudesse ser resumido numa frase, seria algo como 'pusta-quil-pariu-espermatozóide-óvulo-eu-agora-aqui-mas-um-dia-morrer-e-antes-praia-beijo-churrasco-skate-Drummond-carnaval-que-estranho-tudo-sentido-nenhum-viva!'
Comprima a frase toda até ficar do tamanho da cabeça de um alfinete -cujo eu vou morrer procurando - engula, espere um pequeno Big Bang e pronto!É assim que me sinto!

Outro dia, por exemplo, eu tava esperando um ônibus com uma velhinha. Só eu e ela no ponto. Comecei a olhar pra senhora, seu vestido florido e hic,Big Bang! Me deu um soluço poético. Senti uma vontade quase incontrolável de dizer pra ela como era ridículo aquele nosso silêncio, aquele boa tarde tímido e o olhar pra baixo, um desviando do outro como se fossem fios desencapados que se entrasse em contato soltariam faísca. [O maior pânico na cidade não é a violência - ok, é também - mas sim o olho no olho! As pessoas fazem verdadeiros malabarismos oculares em ônibus, metrôs, e corredores para pousarem suas vistas longe das dos outros.A violência é mera consequência da falta de olho no olho. E eu digo porquê meus olhos fogem da vista dos outros, seu perceber.]

Mas voltemos a tiazinha. Eu queria chacoalhá-la e perguntar: A Senhora é feliz? A senhora é casada? Solteira? A senhora tem orgasmos? A senhora gosta de filé a parmegiana? Não, minha senhora?Não é feliz? Não tem orgasmos? Não come filé a parmegiana há duas semanas? Então o que a senhora tá fazendo aqui? Saia desse ponto de ônibus que vai dar em lugar nenhum -leia-se Queimados - e trate já de arrumar um amante, um restaurante, uma aula de jardinagem, aprenda a tocar cuíca, minha senhora, a dançar tango, vá tomar sol. ou então tome uma caipirinha. Tome logo duas! Daqui a pouco acaba. Não, não a caipirinha o que já seria ruim - mas a vida mesmo -o que é pior ainda .
Eu, você, esse ponto de ônibus, a cidade e a civilização que nos produziram acabarão também. Até o universo, dizem as más línguas - e como elas falam ein - pode dar com os burros n'água -POR QUE RAIOS EU USEI ESSA EXPRESSÃO? - qualquer horas dessas, e nós aqui, brincando de desviar vistas no ponto de ônibus... Não é ridículo?

Óbvio que tudo que eu pensei em relação à velhinha na verdade era sobre mim mesmo. Acontece que nós nascemos -creio eu- com um dispositivo anti-pânico -que quando viramos mães e pais ele automaticamente quebra - um emburrecedor cósmico, algo que turva a nossa visão o suficiente para que não vejamos o tempo todo um berço de um lado e um cemitério do outro. Isso nos deixa mais calmos, mas transforma a vida numa sequência idiota de acontecimentos. O soluço poético, os caldos que eu tomo na praia, os beijos na boca e algumas outras coisas servem para abrir nossos olhos.
Acho que deveria prestar mais atenção a esses soluços.Ou, quem sabe, tomar um sal de frutas?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

NÃO DÁ!

Sem ambiguidades para o título, por favor. Obrigada (?)
Vamos tratar de coisas que me deixam emputecida - sem ambiguidades novamente.
Por exemplo 'QUERER É PODER' . Quem foi que enfiou isso na tua cabeça SER ?
Quem disse que querer é poder?
Numa esquina de São Cristóvão, há uma loja de roupas. Em cima da loja, TEM UMA[feliz tia Carol?] foto de uma moça que parece a Fernanda Lima. Ao lado da suposta Fernanda Lima, há um textinho mais ou menos assim: 'Nada é impossível, impossibilidade é uma palavra para fracos, para quem não tem força de vontade, para quem se acomoda e vê a vida passar..'

CÉUS! A mentalidade de quem produz esse tipo de texto é uma das maiores causas de angústia do nosso tempo. Afinal, impossível não é uma palavra para fracos, é uma palavra para qualquer um que saiba que dois mais dois são quatro. Tentar atravessar parede, transformar uma maçã numa ovelha com o poder da mente ou enfiar uma kombi - que aliás Keel, montaremos nossa cooperativa de kombis, e teremos uma kombirativa - dentro de um fusca. Pois é, não rola. Assim como não dá pra ir pra Paris com R$ 15,70, para tocar Nona Sinfonia sem estudar piano e ganhar US$ 1 milhão sem mexer a bunda. (Aliás, mesmo mexendo a bunda, vai ser bem difícil)

Vivemos em um tempo que oferece todos os estímulos para o desejo, mas quase nenhum consolo para a frustração. Você quer, você pode! MENTIRA! Eu, por exemplo, quero o David Beckham já, aqui na minha frente (vou salvar esse post em rascunho, amanhã termino ele...) David? Daaaaaaaaaaaaaaavid? Caramba, nada dele por aqui .-.
Outro dia, tava num bar com uma amiga, e comecei a sentir um clima estranho. Era um boteco sujo que a gente tinha entrado pra comprar 2 mates em copinho mesmo, mas acabamos demorando mais que o normal, porque estávamos escolhendo qual fandangos comprar. Depois de alguns segundos dentro do bar, houve o início de uma briga, e resolvemos vir embora mesmo sem fandangos. Fui pagar os mates no caixa, e um anúncio de cigarros dizia algo como 'sem limites'.
TODOS os povos que existiram sobre a Terra criaram algum tipo de droga, geralmente usada em rituais e eventos religiosos. Por que será que fomos os únicos indivíduos a difundir o vício? '-'

Eu não sou a Fernanda Lima, eu não namoro o Beckham, eu não tenho dinheiro pra ir pra Paris no próximo fim de semana (transformar uma maçã numa ovelha com o poder da mente, atravessar paredes, e enfiar uma kombi num fusca também não está ao meu alcance , mas tampouco consta na minha lista de desejos).
Acho que vou a um psiquiatra dizer que estou frustrado com meu fracasso. Ele vai me receitar umas dessas drogas da felicidade ou similares. Talvez fosse mais sensato e saudável olhar o céu azul lá fora, lembrar que existem os filmes do Fellini, que tenho grandes amigos. e poxa , há tantas pessoas legais andando pela cidade. Mas isso não basta, já que eu quero tudo! Se quero muito, e quero já!
Aí somente as drogas dos laboratórios internacionais, ou as dos botecos sujos podem resolver .-.

domingo, 3 de maio de 2009

Nascer, e essas coisas,

Confesso que estou MUITO MUITO MUITO feliz, minha irmã mais nova nasceu. Mas sinto pena dela, coitada.
A vida é cheia de surpresas, mas a maior delas a gente já sabe qual é. Nascer é SEM dúvida, a segunda maior roubada que um ser humano tem que encarar na vida.
Pensa comigo: Você tá lá, no quentinho, boiando, no maior sossego. Não faz absolutamente nada - e nem sabe que existem coisas a serem feitas, não sente culpa. Tem uma mangueira ligada na sua barriga, tipo uma bomba de gasolina, que leva sangue da sua mãe com oxigênio, vitaminas e nutrientes direto pro seu corpo. Você não tem nem que respirar! É o cúmulo da folga u.u
Nos últimos meses da gestação você já ouve. Se a sua mãe escuta música é o paraíso: Piscina aquecida, comida de graça, e som ambiente. huuuuuuuuun.
Interessante, o coração da mãe faz um barulho ininterrupto [nãoseiescreveressapalavra] , tum, tum, tum. Monótono, mas reconfortante.
Você dorme, acorda, percebe que o tamborzinho tá lá, no mesmo ritmo e vai dormir tranquilo, sabendo que tudo continua como antes.

Mas eis que de repente, não mais que de repente, epa!
Alguma coisa MUITO estranha começa a acontecer. Destamparam o ralo da piscina? A bolha furou? As paredes vão se fechando, algo te empurra. Você não tem a menor idéia do que seja, mas boa coisa não parece.

Dito e feito: A passagem é estreita, quase o sufoca, você sai vivo do outro lado [Sim!Existe um outro lado!], aí bate uma baita luz na tua cara, um frio satânico, e pronto, quando você vai ver - e ver dói, arde o olho- tá ali, todo melecado, e pelado no meio de desconhecidos. A cultura ainda não lhe deu ferramentas pra entender lhufas, mas a natureza já o presenteou com instintos e a primeira sensação da vida deve ser um medo profundo.
Que roubada, você [ela, sei lá! UHAU] pensa. Sente, ah não sei UAHUA.
Programão, ein?
Mas quando tudo parece perdido e você começa a sentir um negócio que, mais pra frente, seria formulado como 'aonde é que eu fui amarrar meu burro?' .
Algo de bom finalmente acontece, colocam você num colo.
Colo é uma coisa quentinha, cheirosa, um lugar realmente bom de estar [cá pra nós, Deus deve ter ganho algum prêmio de design pela criação do colo].
Você vai se acalmando, e pensando, 'não é lá um útero né, mas tendo em vista os últimos acontecimentos, não posso reclamar'.
Acontece outra coisa maravilhosa: Você se vê diante de um peito. [Se Deus não ganhou prêmio de design com o colo, ganhou com o peito: melhor conceito, melhor embalagem de alimentos e melhor projeto - sem nenhuma conotação lésbica UHUA]. E colocam o peito na sua boca, e você chupa, e vem leite!
Leite doce, e quente! Ah, mangueira na barriga é o escambau!Comer pela boca é muito melhor! Você dá um arroto, se ajeita ali no colo, meche um pouco com as mãozinhas [que são tão pequenas, e ela nem sabe pra que serve ainda, muito menos como usá-las *---* ]
E a partir daqui vai realmente começar uma NOVA VIDA, com ursinhos de pelúcias, tombos de bicicletas, namorados idiotas, namorados idiotas pelo quais nos apaixonamos, provas, amor, tédio e entre outros ingredientes mais ou menos importantes.
Pelo menos até o dia, ninguém sabe qual é a primeira maior roubada da vida de um ser humano. Só espero que nessa hora, também exista um lado de lá, com peitos, colos e afins.

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Renata, bem vinda [tem hífen isso? O.o] a vida.
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A propósito, Daniel Isershard [ME DESCULPAAA SE EU ESCREVI ERRADO O SOBRENOME!] concedeu ao meu humilde blog um 'prêmio do trocinho do prêmio de dardos' - até agora pensando no que passou na cabeça dele, pra passar o prêmio pra mim. mas enfim, here we go:

""Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web". E as regras são:

1) Exibir a imagem do selo; [feito]
2) Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação; [feito] [Blog do Daniel]
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos; [feito]
Blog da Grazi
Blog do Cassio
Blog da menina que eu não sei o nome, mas eu acho legal.
Blog do Maicon Carlos
4) E avisá-los, claro [quase feito]

Agora sim, beijos :* UEHUAH

terça-feira, 28 de abril de 2009

Meu irmão quer um bicho. .-.

Não é que eu não goste de bichos. Muitos deles são legais.Acontece que eles costumam ter comigo mais intimidade que eu com eles. Por exemplo a cachorra que vive na casa da minha tia [não sei de quem ela é bem certo, do meu primo, da minha tia, ou do meu pai] a Michele: toda vez que eu vejo ela, se ela se atirar na minha perna e babar na minha calça, eu vou ficar bem irritada. O problema dos cachorros é esse. Eu toparia uma amizade respeitosa, mas eles querem partir pra um corpo a corpo, cheio de fluidos, pêlos e outros exageros.

Os mais agressivos podem me chamar de fresca, mas não é possível que não tenha ninguém compreensivo que vai ver nessa reserva os reflexos de um trauma de infância (?) : Apesar de ter argumentado, chorado, e esperneado, eu tive um único cachorro aos quase 10 anos e mesmo assim só porquê minha mãe achou fofo demais pra entregar meu cachorro quase de pelúcia pra qualquer estranho que parecesse sanguinário. - mentira, bastava só ser estranho.
Mas enfim, continuando, minha mãe dizia que não ia comprar porque eu e meu irmão não cuidaríamos do bicho. Tinha TODA razão. Todos os animais que tivemos ganhamos após solenes juramentos de que íriamos alimentar, limpar e levar no veterinário e o que mais precisasse.
Dava uma semana, e a Dona Nadir, era quem tinha que zelar pela saúde e bem-estar de nossos passarinhos, peixinhos, gatos ou porquinhos-da-índia.
Sim, pois apesar de termos tido apenas um cachorrinho, nossa infância foi acompanhada por uma longa - e trágica - sucessão de animais domésticos.
Os primeiros que me lembro, foi meu periquito PICA-PAU, que invadiu minha casa na minha hora do almoço [eu não dava nem altura na mesa, quando isso aconteceu]
Fiz minha mãe fechar todas as janelas da casa e prender o bicho dentro de casa [REPITO, DENTRO DE CASA] ela com todos os esforços não conseguiu me fazer terminar de almoçar e muito menos pegar o periquito PICA-PAU.
Apelamos pra força maior e chamamos meu tio pra socorrer e ver se pelo amor de um ser divino conseguia prender o tal numa caixa, gaiola, sacola o que fosse. Conseguiu, mas ele era solitário, então meu brilhante pai-pai resolveu comprar uma Periquita pro bichinho.
Sim, uma picapoa.
Colocamos ela na mesma gaiola que o pica-pau, santa ignorância.
Ele óbvio, foi se fazer de machão e mostrar pra ela o quão pintoso ele era. Aplumava as asavas, até bicar os gravetinhos da gaiola o bicho bicava. Não deu 3 hrs e a pica-poa fez a alegria de toda revolução feminina. Baixou a porrada no pica-pau coitado, que a partir desse dia, além de solitário ele tinha medo de sair do 'quartinho' [aquela caixinha que tem duas bolinhas no fundo da gaiola] e ficou oprimido lá até quando não me lembro.
Mas ainda juro que tenho uma vaga lembrança, que um dia acordei pra ir ao banheiro de madrugada, e ele estava bebendo água na tijelinha COM O MAIOR cuidado pra não fazer um ruído e acordar minha maior ídola ave feminina da época. Pica-poa.

Depois do casal moderno de Periquitos, meu irmão já nascido, me lembro do par [ou seria casal?] de peixinhos. O meu era um peixe meio preto, que de dia brilhava, e o do meu irmão um dourado mega brilhante que quando a luz do meu brilhante batia nele refletia até e dava dor na vista. Uma vez resolvi limpar o aquário sozinha pra mostrar pra minha mãe que eu podia, tirei o meu peixe e acidentalmente meu saquinho rolou no chão e assim teve fim [e triste, muito triste] meu peixe [ou seria peixa?] brilhante .-.
Mas a história dos peixes ainda não acaba, restou o peixe do meu irmão. Eu, chorando e continuando, a propósito, chorando mais do que continuando a limpar o aquário esqueci de por aquele breguetz azul na água do aquário, joquei o peixe lá dentro no seco [releva, eu tinha 6 anos] e joguei um litro de água em cima do peixe. [EM CIMA MESMO, imagina você sentado, e uma caixa d'água caindo na sua cabeça] Então, eu assasina de animais [não me sinto bem com esse título, não mesmo] matei o peixe afogado .-.
Numa tentativa frustrada de enganar meu irmão minha mãe roubou um peixe do aquário do meu tio [que tinha quinhentos milhões de peixes dourados] e pôs DIREITO no aquário. Mas esse não brilhava e meu irmão logo percebeu. Até hoje ele acha que seu peixe morreu de uma doença degenarativa.

Nosso cachorro chegou, passamos nem um ano com ele, mas seria muito grande, prometo que ainda faço um post falando só sobre meu cachorrinho felpudo, fofinho, fedorentinho, mas que eu amava e que dormia de pernas pra cima. \o/
Quando nosso cachorro partiu, e nossa vida já estava virando uma novela mexica, minha tia me apareceu com um papagaio.
O papagaio não só JAMAIS falou uma única sílaba como sofria de uma depressão profunda e mais de uma vez tentou suicídio enrolando a correntinha no pescoço e atirando-se do poleiro. O problema é que ele nunca tentava tirar a própria vida às 2 da tarde. Era sempre às 5 ou às 6 da manhã. acordava a casa inteira, gritando e íamos colocá-lo de volta no poleiro. Ele só acalmava com sorvete de creme.

Um dia, cansados das crises existenciais do papagaio [que passava mais tempo na casa de baixo, da minha tia] deram [demos?] ele pro seu Zélino, da rua. Não sei se é verdade, mas seu Zélino disse que em uma semana ele cantava o hino nacional todo, e sabia de cor a escalação do Flamengo. Vai ver o sorvete dele era melhor que o nosso.

Mas então chegamos ao começo de tudo, ao título. Meu irmão irá precisar passar por tudo isso pra perceber que sou pé frio com bichos >.<
O único que durou foi o nascido em maio de 1998 UEHUHUA Ok, parei. É meu irmão, e eu o amo.

Beijos pra vocês, aqueles super apaixonados por bichos, não me julguem mal E_E :*

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Estranheza é de fábrica

Eu queria mesmo fazer era um post sobre 'pés na bundas' que é uma coisa tão difícil de se fazer, mas conversando com minha amiga pelo msn sobre como dar um fora em alguém que você tenha ficado, como você já deve saber, e eu mesma já escrevi aqui, terminar um namoro é difícil, mas dar um pé na bunda de um ficante é tão simples quanto tirar o plástico do celular quando você compra. Ou pelo menos pode parecer tão simples assim. Eu pensei assim, digo, ela me disse isso. Mas eu queria dar um fora sincero. Esse é o problema.
Dar foras sinceros em ficantes é complicado. Quando se termina um namoro, o motivo é complexo, Mas as pessoas terminam com seus ficantes alegando razões como 'ele mora longe da minha casa e tenho que pegar dois ônibus para vê-lo' [leia-se que o infeliz mora na putaquipariu e você não quer ele sempre no seu pé, por isso buscou longe e..] ou 'ele tem bafo'. Afinal a gente tem o direito de achar que a distância ou bafo são motivos suficientes para terminar um relacionamento que nem bem começou. Mas voltando ao foco, o foco. Como dizer para uma pessoa algo do tipo : 'ei, passo mal quando você abre a boca' ? Não dá. Para solucionar isso você inventa coisas como 'preciso ficar sozinha' ou 'meus finais de semana estão lotados... até o fim do ano'.
Enfim, como duas mentes [nada brilhantes a propósito] pensam melhor que meia, digo, uma, chegamos juntas á uma conclusão de que na vida a gente é obrigada a inventar coisas pra terminar com nossos ficantes, namorados, ou deixar de ir na casa daquele parente chato, mas sem deprimir as pessoas. MAS como eu já falei, eu estava procurando falar a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade. E qual era a verdade, no caso? Não teve química, ele era estranho. Não teve química simples assim: Na primeira vez que a gente ficou, eu achei ele legal, mas não senti nada durante o beijo. E se eu continuasse beijando o carinha, corre o risco da falta de sensações que devem ter durante o beijo, evoluísse pra nojo. Mas como eu vou falar isso pra ele? Mas eu falei. Quando ele ligou pra marcar outra saída, o diálogo foi mais ou menos assim:
'Hum, acho que não vai rolar não.'
'Por quê?'
'Não quero mais ficar com você'
'Mas por quê? O que aconteceu?'
'Não teve química.'
'Mas como assim não teve química?'
'Não senti nada durante o beijo.' [EU NÃO QUERIA FALAR, ISSO ELE ME OBRIGOU!]
'Puuuuuuuuuuutz'
Ele saiu e resmungou: 'que garota estranha'
PÁRA TUDO CARA PÁLIDA!
Eu estranha? Ok, aprendi a lição, nunca mais darei foras sinceros em ninguém, nem sobre química, beijos e bafos, mas não me chame de estranha. Eu vou acabar me convencendo de que eu realmente sou uma pessoa muito estranha. Fui chamada de estranha umas 5 vezes em uma única semana. Uma média de 'OI ESTRANHA' de segunda a sexta. Tem noção?
Minha mãe reclama que não tem diálogo comigo, fui eu conversar com ela. E ela me faz a cruel pergunta: 'Está namorando filha?' eu disse que havia ficado com fulaninho, mas não ia continuar por causa dos motivos citados acima, e ela fez uma série de perguntas, e disse que eu era estranha. Outra foi eu sair de blusa verde com meu all star roxo, que já tá rosa coitado, e ela me disse: 'Você vai assim? Estranha' Ou melhor ainda sentar pra almoçar, e ouvir alguém me chamando de estranha. Como se eu comesse paçoca com mortadela, eca.
MAS JURO QUE VI UM MENINO DA QUARTA SÉRIE COMENDO PASTEL COM MENTOS. Enfim, eles me convenceram de que eu sou baixinha, eles me convenceram de que eu tenho a mão esquerda, e estão quase me convencendo de que sou estranha. - n/hm
'OI MEU NOME É CARRIE, A ESTRANHA, UM BEIJO'

Ok, preciso parar de escrever as coisas em lugar nenhum e terminar em locais mais desconhecidos ainda, digo, escrever textos com sentidos e.. /hm
E quer saber, ele que era estranho, eu não podia iludir e enganar e blá blá blá ._.
Um beijo estranho pra vocês, que lêem [se é que alguém me lê!] da estranha :*